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  SANTA MARGARIDA

Órfã de mãe desde pequena e filha de um sacerdote pagão e idólatra, Margarida tinha tudo para jamais se aproximar de Deus se algo não acontecesse. E algo divino aconteceu: o pai acabou confiando sua educação a uma aia extremamente católica e a vida de Margarida enveredou por outro caminho. Este caminho a levaria à santidade, embora, antes disso, tivesse que passar pelo martírio, levada pelo próprio pai.

Margarida viveu no século III, cresceu inteligente e muito dedicada às coisas do espírito. Mas o pai começou a perceber que ela não ia aos cultos ou mesmo ao templo participar dos sacrifícios. Não poderia imaginar que, à noite, ela participava de cultos cristãos.

Como não pudesse imaginar, alguém tratou de abrir seus olhos. Bastou para que a vida da moça virasse um inferno. Ele exigiu que ela abandonasse o cristianismo.

Como Margarida se recusasse, primeiro castigou-a mandando a jovem para o campo trabalhar ao lado dos escravos. Depois, como nem pela força fazia a filha mudar de idéia, entregou-a ao prefeito local para que fosse julgada pelo crime de ser cristã.

O martírio de Santa Margarida foi tão terrível e de resultados tão fantásticos, que muito do que a tradição transmitiu aos séculos seguintes mistura-se à lenda. Justamente por ter sido tão cruel, o povo se apegou de tal forma ao sofrimento da jovem que é fácil entender como esse conto foi crescendo ponto a ponto.

Primeiro ela foi levada à presença do juiz e prefeito e negou-se a abandonar sua religião. Foram horas de pressão e tortura psicológica que, por fim, viraram tortura física. Margarida foi açoitada, depois teve o corpo colocado sobre uma trave e rasgado com ganchos de ferro.

Dizem que o povo e até os carrascos protestaram contra a pena decretada. No dia seguinte, apareceu sem o menor sinal de sofrimento à frente do governante. Este, irado com o estranho fato, determinou que ela fosse assada viva sobre chapas quentes.

Novamente a comoção tomou conta de todos, pois nem assim a jovem morria ou demonstrava sofrer. Ela foi então tirada dali e jogada nas águas de um rio gelado. Quando saiu de lá viva, com as correntes arrebentadas e sem sinal das torturas aplicadas, muita gente ajoelhou-se, converteu-se e até se ofereceu para morrer no lugar dela.

Mas o prefeito enfurecido mandou que lhe cortassem a cabeça para acabar com a história. Era o ano 275.

Seus restos foram enterrados pelos cristãos convertidos com seu martírio e sobre seu túmulo foi erguida uma belíssima capela.

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